Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Quem nunca viveu isso antes?

Ja ouvi: - sua louca! Com espumas de ódio nos dentes. Outro dia ouço: - louca!!! Salivando prazer no canto da boca.
Escuto: - vai, grita! Sussurrado com sopro no ouvido. Outro dia: - vai, grita! Com olhar de maldade e loucura.
Tem tbm aquela clássica: - então, vem...? Com descuido e um ar duvidoso. Ou até: - então vem!! Um decreto, direto e raivoso. 
Cada frase, em cada fase. Várias fases de frases fáceis. Várias voltas e as mesmas frases. Tantas fases com frases tortas. 
Bocas, ouvidos.
Loucos, sinistros.
Gênios, santos.
Maus, puritanos.
Tudo misturado num vocabulário farto, frívolo, fino, fútil, familiar, fértil, forte...
Nada condizente com um padrão tradicional, tranquilo, trêmulo, tosco, tátil, trôpego, tangível...
Criação de linguagem com mesma utilização de palavras pra cantar, falar, gritar, sussurrar, murmurar, blá blá blá.
Quem nunca viveu isso antes?

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Vida que segue

Segue o tal rumo que define os rumos.

Segue o nascimento de mais uma vida.
Que nasce forte, sem rebeldia.
Nasce justa, com muitos encantos.
E vive simples, sem mentiras mesquinhas.
Segue leve e se protege da tempestade da malvada realeza.
Sem grandes escudos, mas com muita fé
Segue sem peso, ou belos contos (nem de fadas ou de réis).
E a realidade vem como a firmeza daquelas tardes dos dias longos (aqueles belos), em cada verão.
Moldando cores em cada céu, prédios ou árvores de belos frutos e fortes sabores.
Fazendo da vida, a arte de segurar sozinho o mundo como um ovo.
Com delicadeza, sem pressa ou medo. Com firmeza controlada, pra não quebrar.
O caminho do meio. O simples. O justo
Com os ísquios no lugar, coluna ereta, contração de períneo e respiração consciente.
Chega dá arrepio a energia que sente.
E a vida que segue?
Continua no seu lugar.
E segue firme pra não fragmentar, segue reta pra não entortar e vira a esquina pra não espatifar.
E assim a vida segue.


terça-feira, 19 de agosto de 2014

noite dessas

Na calada da noite, me jogo no abismo do bar Jobi.
Experimentando a sensação de profunda liberdade, sento com meu iphone ouvindo Meshell, um bloco cor de laranja e uma caneta riscando letras de solidão no papel alaranjado.
Meia hora depois exito em fazer uma ligação... uma hora depois desligo o telefone, encontro alguém com fones de ouvido, bloco cor de areia e lapiseira verde musgo.
Nas folhas cheias de letras decifro sua intenção. Liberdade!
Mudo meu texto e resolvo abrir as portas da vida em meio a morte quase vivida. Azul. Seus olhos e pontas de cabelo. Cor que nunca me despertou desejo algum, ontem me levou longe de mim, num céu azulado que a muito não visitava...
Conversa de botequim é sempre divertida e sacana. Ontem foi isso, aquilo e muito mais... vida que segue, pessoas que passam, beleza que floresce de um papo descontraído. Maestro, poeta, compositor.
Compomos uma melodia ontem. Melodia do encontro na mesa de um bar, com blocos de letras miúdas em tom maior. 
Isso é a vida.
Vida que consigo resgatar.
E viver.
E voltar a sonhar.
Obrigada maestro.
Obrigada bar.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

o Peso e a Leveza

 da série: complexidades.


O Peso nunca caminha ereto
A Leveza tão vertical... levita!

O Peso acumula dores
A Leveza sopra uma por uma com delicadeza.

Para o Peso, o verbo é o Agora
Para a Leveza, o Sempre

Enquanto o Peso cansa
A Leveza descansa

Com Leveza cabem três, quatro...
O Peso é único.

O Peso carrega todo o peso do mundo, empaca.
A leveza transforma toda carga em encargos, distribui, rodopia, resolve!

O Peso encara o peso da vida
A leveza re-encara a vida

Uma dicotomia infernal.
O Peso, o corpo!
A Leveza, a alma!

Esqueceram o Espírito!...

Caras entidades divinas,
não abandonem a situação.
Dividam-se e cuidem de cada pedaço!

Um beijo e um abraço!







segunda-feira, 17 de março de 2014

O amor e a vaidade

da série: complexidades


O amor te faz encantado
A vaidade te enfeitiça de feiura
O amor enxerga além
A vaidade tem olhos de lince para si mesma... vc na "berlinda" sempre
O amor respeita
A vaidade rejeita
O amor não liga pra pequenos deslises
A vaidade anota na agenda, programa o troco
O amor é tagarela, cantante, sorridente
A vaidade é calada e em sua própria melodia disfarça um sorriso de malícia
O amor é leve
A vaidade está sempre acima do peso
O amor te faz brilhar
A vaidade te faz chover
O tempo não acaba para o amor, ele é eterno
Pra vaidade o tempo é curto, ela te acaba
O amor respira, perdoa
A vaidade revida com o peito cheio de ar, sufoca
E nesse duelo de opostos, a explosão
A vaidade leva vantagem... ela vive bem no caos
Já o amor, despedaça, estraçalha...
Mas sobrevive, porque é imortal

quem vive melhor?
Ambos! Cada um com seu cada qual...



Para refletir!

Boa semana para todos!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

é isso.



Não tenho pretensão de realeza em qualquer mundo.
Somente SER genuinamente no meu.
Meu tempo é meu... e dos que me compreendem!
Não ambiciono o que transforma minha rotina ou valor.
Apesar de, por vezes, o destino resolver me cutucar.
Mas não, não sucumbo.
Sou como estou, onde estou.
Gosto disso. 



terça-feira, 17 de julho de 2012

sonho Desejo REALIDADE


Sonho,
sonho sonhado, sonho vivido, sonho acordado, sonho sofrido... sonho re a li za do.
Desejo,
Vontade do seu inconsciente?
Pra mim, sonho e desejo caminham de mãos dadas...
Será que o sonho, é o seu inconsciente desejando que algo se torne real?
E quando o sonho vira realidade? Será que acaba o sonho???
Há vezes em que a realidade se confunde com o sonho... se é que existe sonho...
Definitivamente existe Sonho.
Há quem traduza sonho!
...sonho traduzido em palavras. Estranho. Será que é sonho?
desejo... vontade... sonho... REALIDADE!





1º movimento: sonho

Esse vídeo foi um dos primeiros que editei. E sem dúvida, foi o primeiro que criei coreografia, inspirei criação da trilha, produzi espetáculo junto com minhas amigas queridas da escola e faculdade de dança contemporânea Angel Vianna, editei fotos e vídeos feitos em conjunto e saiu essa preciosidade aí... um dos meus tesouros da época dançante... a gravação é do ensaio final antes estréia, no Teatro Café cultural, hoje conhecido como Espaço Café Cultural, no Rio de Janeiro... no youtube estava a versão sem créditos... coloquei os devidos e postei novamente, sem apagar a antiga, mas essa é a versão final!

 Levamos o "Hífen" no Espaço Café Cultural e no Teatro Cacílda Becker, em 2006. 

Olha eu com minhas queridas amigas, que comentei acima, no camarim do Cacílda, último dia! Saudades! 



sábado, 14 de julho de 2012

simples!

Não analiso pessoas pelas suas conquistas... Nem sempre talento e vocação caminham de mãos dadas com conquistas. Analiso as pessoas pelo brilho, pela simplicidade e humildade... E tenho visto muitas pessoas sem humildade conquistando coisas. Até quando? Não sei. Mas posso imaginar... até quando o interesse esgotar! O aproveitamento de oportunidades não deveria ultrapassar as fronteiras do bom senso... Manter-se neutro em situações que dependem de atitude direta, ao meu ver, é sinal de falha na personalidade... e caráter está internamente alinhavado à isso.
Não tenho inimigos, mas amigos de verdade, conto nos dedos de uma das mãos... E sei que eles estão ali, sempre que precisar, mesmo sem pedir ou contar! Já estive no alto da torre e não me joguei, não subi na cabeça de ninguém pra chegar lá... Desapego, pratico... com objetos e pessoas! Sou prática! Em meu coração, como de toda pessoa esclarecida e simples, cabem muitas escolhas! Escolho! Não entra quem eu não quero... e sai quem eu desejo sempre que decido!
Não sei fazer cara de paisagem, não tenho sangue de barata, não sou blasé!
Vivo, viva e intensamente cada segundo, seja ele bom ou ruim, mas vivo. Dou as caras!
Não me escondo, não me desconecto, nem finjo que não vi...
Sou assim, simples e simplesmente!
Bom dia sábado!
Bom dia pessoas, assim como eu, reais!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

"Sou mais um que passa pelo mundo
O que vale, são meus atributos.
Minha alma, minha moral?
Só a mim, me valem.

Tenho ouvido conversas
Ao redor do que vejo,
Vejo bocas abertas
Em vários devaneios.

Sou fruto que surge
Pra adoçar a floresta,
Meu riso assim, solto...
É só o que me resta.

Vejo tudo, mas me calo,
E abro a boca
De espanto ou de medo
O sorriso volta à tona.

É o que de belo se abre
Pra suavizar o mundo.
Vejam com bons olhos o belo
Mas, por favor, não sucumbam!
À beleza que é de fora
Pois bem lá dentro,
A beleza chora
Chora pela dor dos olhos
De ver o mundo como vejo

Dor profana de um mundo insano!
Dor insana de um mundo sem jeito!"




Sou uma alma de pé descalço. vivo como se a vida fosse um gole do mais puro vinho. bebo a vida com uma sede própria de quem bebe o que gosta. cultivo amigos como se cuida de plantas... rego no timbre de cada um o tom da boa vida, passo a passo, gole por gole tento fazer do belo mais belo ainda... alegria, destreza, carinho e paixão. lemas que sigo e divido com meus amigos, que são anjos de mim mesma, entidades não secretas que horas me guiam noutras me cuidam... assim sou eu, palavra por palavra, letra por letra... na certeza de que o certo está aqui, bem guardado dentro de mim.